The Political Construction of Brazil

2017. An encompassing analysis of Brazil’s society, economy and politics since the Independence. A national-dependent interpretation. Three historical cycles of the relation state-society: State and Territorial Integration Cycle (1822-1929), Nation and Development Cycle (1930-1977) and Democracy and Social Justice Cycle (1977-2010). Crisis since then. (Book: Lynne Rienner Publishers)

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Macroeconomia Desenvolvimentista

2016. With José Luis Oreiro e Nelson Marconi. Our more complete analysis of Developmental Macroeconomics – the central economic theory within New Developmentalism. (book)

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O país dos tolos

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Nota no Facebook, 22.8.2019.


Já vendemos as companhias telefônicas, as companhias elétricas, as estradas de rodagem, que aumentaram seus preços assim que foram privatizadas. Já vendemos uma das poucas coisas que nos dava orgulho, e que foi criada pelo Estado brasileiro - a Embraer.

Ontem o governo anunciou que privatizaria 17 empresas. Hoje anuncia que privatizará a Petrobrás e o pré-sal. Privatizará e desnacionalizará. Isto não é liberalismo, nem mais uma maluquice do Presidente. É uma incrível tolice da equipe econômica. Enquanto os países defendem ferozmente as suas empresas, embora se proclamando liberais, nós, neste pobre Brasil, vendemos para quem quiser, nacional ou estrangeiro, nossas riquezas naturais e nossas empresas monopolistas - duas áreas que o mercado não tem condições de coordenar.

Este já foi o país dos desenvolvimentistas (entre 1930 e 1990); tinha um projeto nacional de desenvolvimento e cresceu de maneira extraordinária. Desde 1990 o regime de política econômica é liberal e o crescimento é irrisório. Já vendemos as companhias telefônicas, as companhias elétricas, as estradas de rodagem, que aumentaram seus preços assim que foram privatizadas. Já vendemos uma das poucas coisas que nos dava orgulho, e que foi criada pelo Estado brasileiro - a Embraer. Mas ainda há empresas para vender. e vamos vendê-las! Para lucro dos felizes compradores e dos intermediários locais (financistas, advogados, assessores especializados nessas operações) e para prejuízo do povo brasileiro que continuará trabalhando muito e ganhando muito pouco. Definitivamente, somos o país dos tolos.  


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